O universo digital é uma grande fonte de informação. Nesse contexto, produtores de conteúdo têm sido responsáveis por influenciar o estilo de vida e a forma de pensar das pessoas. Alguns desses influenciadores usam as redes sociais para fazer ativismo na internet e propor discussões sociais.

Devido à facilidade de compartilhar conteúdo e ao surgimento de canais que democratizam a comunicação, a internet tem assumido um papel importante no engajamento e no alcance de debates que antes ficavam restritos a círculos específicos de discussão — como as pautas LGBTs, igualdade racial e gênero, dentre outros temas.

Dessa forma, as empresas encontram, nesses influenciadores, a possibilidade de humanizar as suas marcas e aproximá-las dos principais debates de nossa sociedade. Um processo interessante diante de uma audiência que não é passiva e deseja se posicionar diante desses temas — e que valoriza companhias com esse tipo de postura.

Quem são os representantes do ativismo na internet?

Trouxemos alguns representantes do midiativismo que utilizam seus perfis e contas nas mídias sociais para tratar de temas sociais relevantes e propor novas formas de reflexão. Com linguagens acessíveis, uma base sólida de seguidores e com um bom Airfluencers Score - métrica que avalia a qualidade do engajamento de um perfil nas redes sociais, com notas que variam de 0 a 1.000 - de cada uma, esses influenciadores digitais vêm ganhando espaço no ativismo na internet. Confira!

1. Gabi Oliveira

Formada em Comunicação Social pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Gabi Oliveira conta com mais de 150 mil seguidores em seu canal no YouTube, o “DePretas”. Em seus vídeos, propõe uma série de discussões sobre temas sociais, a mulher negra e as questões estéticas associadas a esses tópicos.

Em sua trajetória, já venceu o concurso YouTube Nextup e atualmente é embaixadora da Seda Brasil. Além disso, aparece na lista de mulheres inspiradoras elaboradas pelo site Think Olga e já palestrou no Latin America Education Forum (LAEF), da Universidade Havard, nos Estados Unidos da América (EUA).

Gabi Oliveira e seu canal sobre relações raciais já registram um crescimento de 70% e um Airfluencers Score de 960. 

2. Nátaly Nery

Dona do canal “Afros e Afins”, Nátaly Nery tem mais de 250 mil seguidores no YouTube. A influenciadora digital é uma mulher negra e, em seus vídeos, trata de temas intimamente ligados à sua realidade: igualdade racial e de gênero, feminismo, reflexões sobre comportamento e moda.

O objetivo do seu canal, como ela mesmo define, é “incentivar a autonomia de quem assiste, aprendendo a 'garimpar', achar as melhores opções de moda, discutindo questões importantes sobre nosso lugar no mundo, sem ignorar, é claro, tutoriais divertidos de maquiagem, cabelo e tudo o que quisermos que nos caiba”.

Nátaly Nery e seu canal sobre feminismo negro já registram um crescimento de 17% e um Airfluencers Score de 870. 

3. Davi Sabbag

Assumidamente homossexual, é integrante da Banda Uó, um trio pop e tecnobrega originário de Goiás. Seu grupo é formado pelo também homossexual Mateus Carrilho e Candy Mel, uma mulher transexual. O artista vem se tornando uma das vozes ativistas pela igualdade de gênero e direitos LGBT.

Em sua fanpage no Facebook, Davi Sabbag conta com quase 50 mil fãs. Além disso, ele tem um perfil no Instagram com mais 184 mil seguidores, apresentando um crescimento de 30% nos últimos 90 dias com Airfluencers Score de 991. Suas contas nas mídias sociais reúnem materiais sobre a sua carreira, dia a dia e posicionamento sobre as questões relacionadas ao mundo gay.

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